Desde os primórdios os olhos são objeto de fascínio para o homem. A observação das doenças através dos olhos é tão antiga quanto a própria humanidade. Arqueólogos encontraram pinturas da antiguidade que retratavam a íris e sua ligação com o corpo. Existem outros inúmeros registros que vão do antigo Egito à Hipócrates na Grécia. Tanto na China como Tibete as mudanças e sinais nos olhos já eram relacionados com anomalias ou alterações internas do organismo. Existem também referências sobre o assunto em trabalho deixado por Hipócrates e em registro da Escola de Salermo, centro de estudos de medicina que já existia no século IX e que prosperou durante toda a Idade Média.
A primeira descrição de princípios da Iridologia como homolateralidade é encontrada na Chiromatica Medica, obra publicada em 1665 por Philippus Meyeus (Philip Meyen von Coburg). Trinta anos mais tarde, em 1695, mais um livro surgiu, intitulado "Os olhos e seus sinais", de autoria de Cristian Haertls. O primeiro uso da palavra Augendiagnostik ("diagnóstico do olho"), é atribuído a Ignatz von Péczely, um médico húngaro do século XIX.
No entanto considera-se oficialmente que a Iridologia foi inicialmente desenvolvida por Ignatz Von Peczely, um médico húngaro do século XIX. Quando menino observou uma coruja, socorrida por ele, que quando a mesma fraturou uma pata, um sinal em seu olho apareceu. Ele acompanhou o período de recuperação e enquanto a lesão melhorava, havia também uma alteração do sinal percebido anteriormente. Posteriormente formou-se médico, dedicando sua vida a estudar esses fenômenos. O resultado de seu trabalho foi o desenvolvimento de um mapa de Iridologia, servindo como guia para observação de que estrutura do corpo está expressa em cada localização.















